Era 2 de março ou 2 de agosto,nunca decoro datas,mas era cedo ,ela tinha na mão um cigarro e um saco de pães,o cabelo curto e os olhos matinais “Você só sabe escrever,não sabe viver!”ela disse aquilo que eu já sabia de cor,mas fazia questão de mascarar as palavras,fingindo que aquilo era uma piada,uma piada individual,mas era uma piada,esquecendo que para mim,a vida nunca foi uma piada “Você é um viciado!”ela disse com um cigarro na mão e a terrível face de ressaca,eu disse “Nem tudo foram flores em minha vida!”e lhe dei a reposta mais hipócrita que eu podia dar,mas a única que eu podia dar.
Então 2 meses depois eu a vi.Ela me apresentou seu novo rapaz. “Tudo bem?” diz o rapaz enquanto sorri e estende a mão
Eu o soquei.
O fiz engolir seus maravilhosos dentes um pouco amarelados devido ao fumo,o fiz engolir seu próprio sangue,vermelho como eu nunca tinha visto, mas que se escureceu ao misturar se com o cinza e o preto do chão,o fiz olhar para o mundo com apenas um olho,o fiz entender que não estava tudo tão bem assim.
E ela, sabia que eu faria isso, eu sempre faço isso.
Embriagado me jogo na linha do trem, devia ser tarde o céu não me dava nenhuma luz, mas deitei me e esperei a luz reta engolir minhas pernas, arrancar o meu fígado e de olhos abertos vejo dilacerar meu coração.
Se eu sou dramático?
Não!
Ela sabia que eu faria isso, eu sempre faço isso.
manhã
•2011/11/11 • Deixe um comentáriocigarro.
•2011/06/27 • 1 ComentárioAcendi meu primeiro cigarro antes do meu primeiro beijo, eu devia ter 15/16 anos, algo assim.Mesmo entorpecido pelas campanhas antitabagismo que frequentavam a minha escola e residência desde a infância, e a imagem ainda tão longínqua e nítida do meu avô tossindo feito um louco, devido ao cigarro e ao cachimbo que ele fumava.Velhice para mim tem cheiro de tabaco no cachimbo, um quarto cheio de papéis e fotos antigas com algo escrito no verso, um rádio antigo, um conselho repetido “Coma geral!!”e uma justificativa para não jogar o que é velho “Nunca aprendi a mexer nesses rádios modernos,cheios de coisa…”
Eu gostava de uma garota, ela gostava de mim (gosto de acreditar nisso.) a gente se olhava, ela ria de qualquer porcaria que eu dizia.Seu grupo de amigas suspirava e abanava uma as outras quando passavam os garotos mais velhos.
Acendi um cigarro.
Não envelheci.
Mesmo com um tremendo sabor amargo e sem graça na roupa, eu acendia cigarro após cigarro numa estranha forma que encontrei de chamar a atenção, de ouvir “Nossa ele já fuma!”, disfarçava o cheiro com amostra de perfume feminino da Avon, meu pai me abraçava e gritava “Meu filho ta pegando várias!” nos churrascos onde ele enchia a cara,mostrava para os amigos as revistas de mulher pelada que eu escondia e dançava Tchan no auge de sua embriaguez.
Até um dia que eu não tinha dinheiro para comprar nem isqueiro nem cigarro e comecei a tremer as mãos e a não pensar em nada, simplesmente nada, um negativo nirvana a me absorver.
Jurei para mim mesmo que nunca mais acenderia cigarro nenhum, que seria um bom menino, faria mais esportes, voltaria a desenhar e etc. Minha jura sem valor nenhum.
Acendi cigarro após cigarro como se tivesse fome até ver crescer o primeiro fio de barba, bigode, pelos no peito e após pouco tempo rugas e uma aparência que mesclava a cor verde com o cinza.
Envelheci.
julho e júlia
•2010/10/21 • 2 ComentáriosOlá, primeiramente gostaria de dizer que estou vivo (agradeço a preocupação) e também de pedir mil desculpas devido à falta de textos aqui nesse blog e todos os outros que eu colaboro junto com amigos ou com pessoas que eu “realmente” não conheço.
Tenho andado bem ocupado ultimamente, dormido pouco, lendo apenas no ônibus enfim zumbi total, nem pretendia escrever nada,mas recebi um selo: http://loseyourcoolinpublic.blogspot.com/2010/09/selo-indicacoes.html
E agora me sinto motivado a escrever.Recomendadissimo o blog heim…
Enfim o texto que segue foi escrito a lápis na parte de trás de uma prova de biologia, eu devia ter uns 16 anos.Pelo texto da para saber (mais ou menos) o que acontecia, mas qualquer dúvida não se avexem, mandem um email e perguntem.
“Começo de agosto e o frio era o mesmo, eu tremia como a janela da minha casa, quando ela passou do meu lado e queimou no chão a certeza de dias comuns. Continuar lendo ‘julho e júlia’
Começou…
•2010/07/24 • 3 ComentáriosComeçou a rinha de magnata, as suas musiquinhas terríveis, os seus panfletos promissores e as suas promessas que não serão cumpridas. Continuar lendo ‘Começou…’
Bons e velhos costumes
•2010/07/13 • Deixe um comentário
É comum ouvir dos mais velhos que antigamente o mundo era melhor, antigamente todo mundo respeitava os mais velhos, antigamente não existia traição, drogas e que todo mundo era feliz. Continuar lendo ‘Bons e velhos costumes’
Homofobia e Ditadura Gay
•2010/03/27 • 6 ComentáriosAntes de qualquer coisa gostaria de avisar que a minha intenção com esse texto não é “desmascarar” ou “meter a real” em ninguém uma porque não é da minha índole fazer isso, e outra porque eu não estou afim de ficar nessa masturbação da classe média em crise existencial tentando mostrar superioridade intelectual.
Vamos ao texto:
Dez pras sete…
•2010/02/03 • 7 ComentáriosDesculpe-me, mas por um instante preferi que você morresse, para que não me visse fraquejar e cuspir os olhos tão antigos que me fizeram no luar acreditar e me embalaram enquanto eu dormia e um som rápido, dançante e triste corria na sala, flutuando em direções diferentes seguindo por todas as partes onde caberia o silencio e ainda ecoava a sua voz, porém seria muito egoísmo de minha parte se eu não tocasse a sua música e lhe fizesse um café, Continuar lendo ‘Dez pras sete…’
Na porta.
•2010/01/27 • 2 ComentáriosSe quiser ir você pode, eu deixo, não me queixo não,teu gosto já estava amargando e eu também,porém sempre fui amargo você me conheceu assim,e agora critica sem perdão,dizendo que só você tem um coração,pois o meu saiu á muito tempo. Continuar lendo ‘Na porta.’
Sobre as Universidades
•2010/01/03 • 8 ComentáriosA maior parte dos estudantes de universidades públicas fazem parte da classe média alta, para cima.Fato.
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Doce perfume
•2009/12/24 • 5 Comentários“O seu perfume era doce demais!”.
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